Adeus amigo.

12set07

MarrecãoÉ a única coisa que sabemos com certeza que vai acontecer e ainda assim o mundo desaba sobre nossas cabeças quando acontece. Anselmo, o Marrecão, passou dessa para uma melhor essa manhã. A notícia me derrubou, e também derrubou um por um toda a turma que frequentou sua casa durante tanto tempo. A Turma do Marreco. Foi lá, no batente da porta dele, que eu e a pequena nos beijamos pela primeira vez, há sete anos. Foi lá que conheci tanta gente que hoje faz parte do meu primeiro círculo de amizades. Foi lá que passei carnavais memoráveis, pós-natais melhores que os próprios natais, e churrascos épicos.

A última vez que o vi foi como um filme. Eu estava de bobeira esperando-a sair da fisioterapia e resolvi tomar um café na padaria. Entrei e dei de cara com o Marrecão que teve a mesma idéia que eu. Tomamos um café, serrei um careta, e ele me contou o que tinha acabado de acontecer: estava se aproximando do semáforo fechado quando no caminhão ao lado reconheceu um amigo. Buzinou, levantou os braços e gritou os cumprimentos tradicionais – “e aí cuzão” ou “seu viado”, não lembro exatamente – quando o carro da frente parou e ele continuou. Pum. Tivemos que sentar para dar risada. Marrecão era assim, ria da tragédia própria como se fosse alheia. Um grande homem, um grande homem de fato.

Ao fim do café nos despedimos com um longo abraço já que eu estava de mudança para cáMarrecão nos próximos dias. Desejou-me boa sorte na vida nova e eu fiz o mesmo. Eu sabia, eu tinha certeza que eu voltaria dentro de algum tempo e a turma toda iria se reunir no Recanto dos Marrecos para matar a saudade e ouvir rock. Mas hoje veio a notícia e eu não vou poder estar lá com todos para me despedir.

Anselmo, você foi um cara especial, e nunca vamos nos esquecer de você. Minhas convicções pessoais vão contra minha vontade e me impedem de acreditar que vamos nos rever um dia, mas sua memória está vivinha da silva e eu nunca, jamais, vou poder ver novamente uma iguana sem lembrar de você.

Adeus amigão.

A história da iguana eu conto outro dia.

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2 Responses to “Adeus amigo.”

  1. 1 carol japa

    F-O-D-A.
    não esqueçamos das gloriosas caipirinhas de marrecão.
    saudades, beijos


  1. 1 A história da iguana « Batata Quente

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