Salvia Divinorium

04fev08

update: parem de me perguntar onde comprar Salvia no Brasil. Eu não sei, eu não moro no Brasil.

Eram onze da noite da quarta-feira quando resolvi experimentar o troço. Sentei no sofá, preparei o bong adquirido na mesma tabacaria que o produto em si, e acendi. Bola um, bola dois, e sentei para esperar o trem. Rapidamente senti uma certa leseira nos braços mas nada muito reportável. Esperei um tanto e concluí apressadamente que a dosagem deveria ser maior.

Bola três, bola quatro e, para garantir, bola cinco.

E foi aí que o trem passou e me atropelou.

sdiv.jpgDeitei no sofá de olhos fechados e fiquei alisando meus braços pelo que pareceu-me alguns trinta segundos. Daí meu corpo perdeu sua função e parti pra exteriorização. A sensação física foi bem parecida com a do Ayahuasca, eu praticamente não me sentia, sendo o cérebro a única parte ativa do meu corpo. As sensações foram bastante inexplicáveis por isso não vou nem tentar. Se o leitor ainda tiver curiosidade, que veja os vídeos ou tente por si. Mas saiba que não é algo para se fazer na balada de jeito nenhum. Aliás, o lance exige privacidade, conforto, silêncio e escuridão.

E foi exatamente aí que eu caguei. Eu não preparei o ambiente, e corri direto para o abraço. A luz na cara e a TV mostrando comerciais me irritavam profundamente. Eu chamei (ou balbuciei seu nome) pela pequena duas ou três vezes para que viesse desligar tudo mas ela ao longe não ouviu. Ou vai ver eu nem chamei. Fato é que tive que usar todo meu poder de concentração e coordenação motora para levantar-me e pôr fim ao show de som e luzes na sala.

Só aí consegui deitar tranquilo e tentar curtir a viagem.

Mas era tarde demais e o barato se esvaía. Realmente, dura pouco. Mas ficou uma leseira tão gostosa, que me arrastei para o quarto e dormi como um bebê depois de mamar e cagar.

Conclusão: fiz tudo errado, mas fiz. Como sobrou bastante da uma grama que comprei (sabor morango, juro), haverá o segundo experimento, dessa vez com todo o know-how adquirido aplicado.

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34 Responses to “Salvia Divinorium”

  1. Caraio, tem que ter coragem, é algum primo do crack ?

  2. Douglas, ela é prima do crack na mesma proporção que eu sou primo da Björk. Eu jamais provaria algo próximo do crack, que é uma mistura de várias coisas terríveis onde o produto é ainda mais nocivo que a soma das partes. A Sálvia é uma planta, inclusive uma de suas variações é usada como tempero. Tem o link ali pra wikipedia e tem na wikipedia em Português também. Just fucking google it!

  3. Araaaaaaaaaaanha!
    Estava eu a procurar sobre essa que seria a nova parada do momento e olha só!
    Q mal exemplo hein garoto!
    Aproveita e manda uns 3kg aqui em São Paulo pro seu amigo baianinho! plz!

  4. 5 samandra

    Cara para de procurar a tua morte e menos ainda fazer apologia de droga… isso é um mau exemplo que tu esta dando para os nossos jovens que são o futuro.. Vai ler fazer uma coisa mais construtiva ,para tu poderes passar uma mensagem mais inteligente ,isso aí não vai te levar a nada a não ser um caminho para o teu fim.

  5. mano me fala aonde vc arranjou isso??, me passa por e-mail, faz o favor, thobithoba@yahoo.com.br, valeu

  6. Caro amigo… Será que tem como você me mandar um email para eu ter seu contato? Preciso fazer umas perguntas…

    Obrigado!

  7. Cara como eu consigo? folhas ou semente o que for cara, to querendo experimentar o negocio
    me manda por email blz
    dougverona_@hotmail.com
    vlw abraco

  8. 9 Rocha

    ô Bando de retardado….fica lendo pra criticar….vai entrar no site da canção nova e pare de encher o saco. O cara ta dando o depoimento dele, não ta pedindo opinião de babaca não

  9. Eita. Bando de ignorante desinformado vindo falar asneira aqui.

    Mas é isso aí, ambiente e preparação fazem toda a diferença.

  10. cada um tem sua vida ne naum… orra tamem quero um seedes dessa planta…..relelrrelelel….

  11. ow fera, bacana isso ae.. sera que numa rave rola aperta um fino e manda ver? otra coisa quanto vc pago nisso na tabacaria
    ?

    abraço, manda email ai com as resp

    wlm_1990@hotmail.com

  12. po mano onde consigo? me add ae por favor julio_affonso89@hotmail.com

  13. 14 Sem Papas

    Esse divinorium é uma porcaria…vcs sedentos por alguma coisa nova para aumentar a sua “visão do mundo” vai aumentar sim a sua demencia …isso que eu falo é de coração..mas como conselho ninguem escuta então é isso aí moçada..fumem essa porcaria até morrerem …. tem coisa que não s ebrinca…mas essa não é aunica porcaria …ecstasy,acido,pó,crack entre outras ….esta tudo dentro do mesmo saco ….vc pagara não agora mas quando estiver mais velho….demente…CADA FAZ O QUE QUER DA VIDA SALIENTO SÓ ESTOU DANDO MINHA OPINIÃO SE ALGUEM NÃO CONCORDA QUE MANTENHA A SUA ATÉ O FINAL E VEREMOS QUEM VAI ESTAR COM RAZÃO NO FINAL DAS CONTAS…o bom mesmo é poder apreciar um bom vinho com uma gata…as vezes degustar uma boa cerveja com os amigos e é isso aí !!
    Abraços

    • 15 Fernando

      Muito bem guri…. pena que a galera não escuta, querem mais é derreteção de neurônio…..

      Infelizmente existem coisas na vida que só aprendemos quando erramos…

  14. MALUCOOO , VALEW PELOS ENSINAMENTOS ,TENTAREI AQUI CHEGAR NAS OUTRAS DIMENSOES

  15. 17 guilherme

    cara deve ser mto loca essa viagem, eu descobri hj sobre a salvia e to loco de vontade de experimentar, pelo q vc relatou vc fumou a erva e a brisa durou poucos minutos, oq eu li é q fumando dura entorno de 20 a 30 min o melhor jeito de ter um efeito prolongado é mastigando a folha, chega a durar 2 horas, pq as substancias da planta são absorvidas pela lingua, aconselho vc a mascar as folhas ao inves de fumalas na proxima vez..
    abraçoo

  16. Ola boa tarde fiquei interessado e queria saber onde consigo comprar salvia,
    pois vc poderia me informar onde comprar eu sou de são paulo ok obrigado

  17. Aiai, veii salvia nao é brincadeira, é uma planta sagrada, a ” viagem” nao é divertida, e pode ser perigosa, nao pela subtancia, mais im pelo o que vc pode fazer no estado de consicencia alterado, nao vende ” por ai”, e é caroo muito caro, um extrato de 20x, custa em média 60 reais a grama, quem usa a rainha por usar vai perder tempo e dinheiro, e possivelmente vai curtir uma bad trip!!
    A salvia costuma tratar com justiça quema procura, se for de forma leviana, o soco na cara pode ser assutador d+!!
    qualquer duvida, mande email para roffellus@gmail.com

    • Não, não é sagrada. Sim, ela é vendida “por aí”, em qualquer tabacaria aqui onde eu moro. Não, ela não trata ninguém com justiça porque é só uma planta. Não, não tenho nenhuma dúvida.

      • Nossa vc é um genio mesmo, não eh sagrada pra vc, pois pra mim eh, e muito…
        uai meu caro, vaca eh vendida em tudo que eh lugar, porem eh sagrada em alguns lugares, o mesmo se aplica pra infinitas coisas, se chama cultura !!
        Vc provavelmente nao deve morar no Brasil, pq nunca vi salvia vendendo por ai em tabcarias nao ( a nao ser o tempero em supermercados)..
        Bom vc eh livre ´ra usa-la como bem entender !!^^
        So toma cuidado, e boa vibe!
        Continue a boiar 😉

  18. no rio tem! em ipanema na loja lacucaratia!

  19. Rafael, por favor entre em contato comigo, de preferência meio rápido. Preciso muito de algumas orientações e fica tranquilo pq não vou te perguntar onde comprar ok! Há 15 anos sofro de depressão. Há 7 anos o caso se agravou severamente e há 3 anos…tá foodaaaaaa messssssmo. Domingo passado assisti a uma reportagem no Fantástico sobre o experimento da Psilicibina, em pacientes com depressão remissiva severa, e os resultados foram satisfatórios. lamentavelmente, esse experimento/teste está sendo realizado apenas nos Estados Unidos. POR FAVORRRRRRRRRRRRRR me responda, quero apenas trocar experiências ok!

  20. VEIO UM EMAIL P/ O MEU E SEI LÁ…TAVA ESCRITO EM INGLÊS…APERTEI UMAS TECLAS E SEI LÁ…SE DEU BOSTA OU NÃO.
    MEU EMAIL FICA CONTIGO OK, MAS NO BLOG É MELHOR NÃO REVELAR, TEM SEMPRE UNS BESTAS QUE MANDAM SPAM OK!

  21. meu caro SEM PAPAS vai pesquisar quantas pessoas batem nos filhos, esposa ou matam gente depois de consumir esta planta seu moralista de merda,pois sua cervejinha é uma das maiores causas de espancamento de crianças e mulheres nos lares, sem falar na quantidade de mortes no trasito que ultrapassa as mortes das guerras do vietnã e iraque juntas seu merda e tudo por sua cervejinha inofenciva. nao adianta berrar seu moralistinha de merda agoara temos a net nao somos mais controlados pelas tvs e radios que detinham o monopolio da informaçao que nos davam este tipo de conselho como o teu. se nao sabes e estas preocupado com nossa saúde vai pesquisar um pouco a respeito dos ifeitos do alcool. e bem no fundo você é apenas mais uma vaca do rebanho controlado pela mídia moralista.

  22. me manda teu contato quero conversar contigo bjus má

  23. 29 Ismael de Oliveira

    ei me menda umas informações por e-mail de como posso adquirir
    ismailgpi@yahoo.com.br

  24. caracasss muito elegante to tentando ir a traz tmb me manda umas informações por e-mail de como posso adquirir okai man mujito agradecido

  25. osagazcarafumaca@hotmail.com
    não sai aii esse é meu e-mail hehehehhe sagazzz

  26. Vou te falar, aqui tem cada ignorante idiota que não estuda as coisas antes de falar babaquice e ainda se acham os corretos mesmo não sabendo de porra nenhuma, tentando comparar a Salvia d. com outras drogas ilegais sendo que a Salvia é totalmente diferente, a Salvia Divinorum além de ser uma erva com propriedades medicinais em usos orais da folha contra anemia, diarréia, reumatismo e outros em estudo, ela não entra em nenhum dos 3 requisitos de drogas ilegais e ela não causa dependência devido o seu composto diferenciado (salviorina A) não ser igual às demais drogas ilegais, o uso da Salvia d. não causa nenhum efeito colateral que prejudique a saúde física e mental do indivíduo (podendo apenas causar uma dor de cabeça passageira). Para quem estuda e procura se informar melhor antes de falar babaquice, leiam uma descrição técnica feita por quem realmente estudou sobre. Foi por culpa de gente como a maioria daqui que Jesus Cristo morreu, por julgarem as coisas sem nenhum propósito, vocês ignorantes são os verdadeiros burros com o cérebro atrofiado.
    Desprezo também as pessoas idiotas que usam algo tão especial para pagar um de babaca para querer generalizar.

    Segue abaixo a descrição técnica científica.

    Salvia Divinorum

    INFORMAÇÃO SOBRE A PLANTA SALVIA DIVINORUM E
    SEUS PRINCÍPIOS ATIVOS

    CONTEXTO
    São abundantes na flora global espécies que possuem propriedades psicoativas. Uma pesquisa recente listou 250 plantas que produzem naturalmente substâncias controladas (Ott, 1993) e o número total de espécies de plantas psicoativas é, sem dúvida, muito maior. Uma entre a multidão de plantas psicoativas menos conhecidas é a Salvia divinorum, uma planta nativa da Serra Mazateca do México, e introduzida pela primeira vez nos Estados Unidos da América em 1962 (Hofmann, 1990, e Wasson, 1962). A Salvia divinorum faz parte da família Labiatae, a mesma da Menta, uma das maiores famílias de angiospermas, que inclui muitas ervas ornamentais, culinárias e medicinais de uso comum ao redor do mundo. Parentes próximos incluem o manjericão, a menta (Mentha), a sálvia comum (Salvia officianalis), o alecrim e o tomilho. Essa família também é uma rica fonte de óleos essenciais, incluindo isomentona, isopinocamfona, carvona, mentol e acetato de metílico. Muitas espécies relacionadas, como a hortelã-pimenta e a yerba buena, têm sido valorizada no decorrer da história pelos Assírios, Babilônios, Chineses, Àrabes, Gregos e Romanos, por suas propriedades medicinais. Essas espécies ainda são utilizadas nesse contexto pelas culturas indígenas ao redor do globo, incluindo os Mexicanos nativos (os mais exemplares são os Mazatecas, os Cuicatecas e os Chinatecas).

    Como seu nome reflete, a Salvia divinorum (tradução: “Sálvia dos Divinos” ou “Sálvia dos Profetas (visionários)”) é tradicionalmente usada pelos índios mazatecas em cerimônias de mágicas oraculares de cura (Epling & Játiva, 1962). Para os mazatecas, a S. divinorum oferece numerosas aplicações terapêuticas. Infusões da planta são ministradas no contexto de uma cerimônia e são usadas para uma variedade de queixas, como diarréia, dor de cabeça, reumatismo e anemia. Xamãs (pajés) mazatecas usam a S. divinorum como uma planta de indução à visão [espiritual]. Eles dizem que a planta “permite-lhes viajar para o céu e conversar com Deus e os santos sobre profecias, diagnósticos e cura” (Rovinsky & Civadlo, 1998).

    DESCRIÇÃO, COMPOSIÇÃO & EFEITOS

    A Salvia divinorum também é conhecida, na língua Mazateca, como Ska Pastora ou Ska Maria Pastora, significando “Folha da Pastora” ou “Folha de Maria, a Pastora”. Em Náhuatel (antiga língua dos Astecas) é chamada de Pipiltzintzintli e, em espanhol, La Hembra ou Hojas de la Pastora.

    Em português e inglês, normalmente é chamada de Menta Mágica ou, mais adequadamente, por sua tradução direta do Latim, “Sálvia dos Divinos” ou “Sálvia dos Profetas (visionários)”.

    A planta é uma erva perene com caules floridos, que crescem dois ou até três metros de altura. Nunca se observou que a planta produza sementes quando crescendo na natureza, e as flores podem ser vistas de Maio a Setembro, brancas com cálices azul claro.

    Apesar de sua disponibilidade para a ciência no decorrer das últimas décadas, as investigações e o uso de S. divinorum ou sua substância psicoativa primária, a salvinorina A (um agente diterpenóide desprovido de nitrogênio) continuam bem limitados. Análise do banco de dados do PubMed da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA resultaram em apenas cinco citações (Giroud 2000, Valdés 1994, Siebert 1994, Valdés 1986, e Valdés 1983).

    Há muitas razões do motivo de tão pouca informação existente sobre ambas, S. divinorum e salvinorina A, na literatura médica. Primeiramente, até Agosto de 2002 os neuroreceptores específicos com afinidade pela salvinorina A eram desconhecidos. Em Agosto de 2002, no entanto, um time de pesquisadores publicou suas primeiras descobertas sobre salvinorina A ligar com receptores kappa opióides (Roth, 2002). Segundo, o cultivo de S. divinorum é relativamente trabalhoso e o comércio da planta é atualmente limitado. Terceiro, a planta e sua substância parecem ter pouca toxicidade inata. Estudos com animais estimularam a diminuição de movimentos sem sedação (Valdés, 1994). A administração de altas doses de Salvinorina A em ratos não produziu nenhuma seqüela subseqüente no comportamento que pudesse ser observada (Valdés, 1987). Mais importante, a S. divinorum é uniformemente reconhecida como um agente difícil de ser empregado, com uma “curva de aprendizado” íngreme. É virtualmente ineficaz oralmente porque salvinorina A é insolúvel em água. O amargor intenso das folhas é um obstáculo para muitos, enquanto fumar as folhas exige inalação rápida de grande quantidade de fumaça. Os efeitos psicoativos da planta são inconsistentes e evanescentes. Até a substância química isolada é associada a um efeito muito passageiro em humanos. Poucos consideram os efeitos psicoativos prazerosos e a maioria das pessoas opta por não repetir a experiência após uma única exposição a ela. Muitos descrevem a aparição de formas geométricas na visão, enquanto em doses mais altas um breve efeito dissociativo, “experiências fora-do-corpo” ou verdadeiras alucinações podem ocorrer.

    DISPONIBILIDADE & ABUSO POTENCIAL

    A Salvia divinorum é endêmica apenas na zona Mazateca da Serra Madre Oriental, no estado mexicano de Oaxaca. É propagada através de mudas e, pelo fato de os únicos espécimes observados em seu habitat natural foram plantadas pelos mazatecas, a maioria das pessoas assume que seja uma variedade cultivada. O cultivo pelos não mazatecas em latitudes mais ao norte foi realizada, mas é difícil, demandando alto grau de habilidades técnicas. A planta pede solo rico e umidade abundante, tolerando o sol apenas se a umidade do solo continuar sendo alta e a umidade do ar seja sustentada. Numerosos sítios da Internet oferecem descrição da S. divinorum e seus poderes de alterar a mente. Alguns dos sítios acentuam os efeitos desagradáveis e anti-sociais decorrentes do uso da planta, enquanto outros descrevem a “dimensão espiritual” do seu uso tradicional. Alguns sítios da Internet são usados para publicar informação sobre seu cultivo e uso e uns poucos herbalistas conduzem negócios online, vendendo mudas e folhas. É interessante notar, muitos relatos da Internet sobre experiências pessoais incluem advertências severas sobre os efeitos psicoativos potencialmente perturbadores da planta. Casos de seqüelas médicas sérias ou estatísticas sobre emergências relacionadas ao uso da planta ou sua substância química são virtualmente inexistentes. Nenhuma citação foi encontrada em uma busca no sítio do Morbidity and Mortality Weekly Report ou Relatório Semanal de Mortalidade e Morbidade dos EUA. O Toxic Exposure Surveillance System (TESS) ou Sistema de Observação a Exposição Tóxica mantido pela American Association of Poison Control Centers (Associação Americana de Centros de Controle de Venenos) não têm nenhuma ocorrência especifica de envenenamento pela ingestão de S. divinorum (Litovitz, 2000).

    Nenhum caso de dependência em S. divinorum ou salvinorina A é reportado na literatura. Desconsiderando relatórios raros de ansiedade penetrante associada a más experiências com o seu uso, nenhum caso de deterioração psicótica ou outra complicação médica é conhecido. Qualquer perigo relacionado ao uso da planta ou sua substância química aparece em reações de ansiedade ou a possibilidade de acidentes secundários ao usuário, por estar perambulando ou fazendo outras atividades enquanto sua vista está afetada. Reações de ansiedade são geralmente autolimitadas devido à breve duração dos efeitos, respondendo por segura recuperação da sanidade.

    Ademais, barulhos estranhos ou até mesmo abrir os olhos pode terminar totalmente os efeitos psicoativos. Diferentemente dos agentes dissociativos de outras plantas sujeitas ao uso recreativo ocasional, como a Datura spp. ou a Brugmansia spp., a Salvia divinorum e seu ingrediente ativo, a salvinorina A, são de curta duração, não havendo indícios de intoxicação de tecidos ou seqüelas cardiovasculares ou gastrintestinais.

    USO MÉDICO POTENCIAL E COMPROVADO

    Por séculos, os índios mazatecas têm usado a planta Salvia divinorum em cerimônias de cura, obtendo alívio para anemia, dor de cabeça e reumatismo (Valdés, 1983).
    Até muito recentemente, os neuroreceptores usados pela Salvinorina A eram desconhecidos, apesar da bateria de testes realizados pela NovaScreen®. No entanto, no Outono de 2002 um time de pesquisadores publicou seus resultados sobre a Salvinorina A ser um potente agonista do receptor kappa opióide (Roth, 2002). Os pesquisadores perceberam que a afinidade da Salvinorina A com os receptores kappa opióides foi surpreendente e que isso prometia em relação ao desenvolvimento de remédios psiquiátricos inteiramente novos:

    A Salvinorina A, desta forma, representa, para o nosso conhecimento, a primeira ocorrência natural de um agonista seletivo de subtipo de um receptor opióide não-nitrogenado. Pelo fato de a Salvinorina A ser um psicotomimético seletivo de receptores kappa opióides, os agonistas seletivos de kappa opióide podem representar novos compostos psicoterapêuticos para doenças manifestadas por distorção perceptual ( e.g., esquizofrenia, demência e transtorno bipolar) (Roth, 2002).

    Um artigo do Jornal of Clinical Psychopharmacology (Jornal de Psicofarmacologia Clínica) relatou o caso da “Srta. G”, uma mulher de 26 anos com uma história de depressão não abrandada, que eventualmente encontrou alivio com a Salvia divinorum. Tendo percebido que outros medicamentos falharam em fornecer alívio satisfatório, a Srta. G se automedicou com uma dose oral de folhas de Salvia divinorum três vezes por semana. Como resultado do seu uso de Salvia divinorum, “ela mostrou continuamente uma remissão total dos seus sintomas de depressão de acordo com a contagem de HAM-D na escala de 0-2 e tem mantido essa melhoria nos últimos seis meses, não mostrando sinais de recaída e relatando apenas efeitos colaterais mínimos, como ocasionais tonturas por até uma hora depois de usar a erva” (Hanes, 2001). O autor do Relatório de Caso conclui:
    …não é inimaginável que a pesquisa usando os ingredientes ativos desta erva possa apontar um mecanismo único de ação antidepressiva para esses compostos. Isso, por sua vez, poderia levar a métodos para o gerenciamento da depressão ou de subtipos resistentes a tratamento dessa condição… Podemos estar lidando com um agente singular que tem pesquisas significativas e potencial terapêutico em campos como da psicofarmacologia, psiquiatria e disciplinas complementares, como medicina herbal”. (Hanes, 2001).

    QUESTÕES DE ENQUADRAMENTO LEGAL

    A Salvia divinorum não está relacionada no Ato federal de Substancias Controladas, nem é controlada por nenhuma lei estadual. Seu principio ativo, a salvinorina A, é igualmente não relacionada em leis federais e estaduais.

    A estrutura química da Salvinorina A parece ser única entre outras moléculas psicoativas e entre substâncias controladas existentes (Valdés, 1994). Por não ser “essencialmente similar” em estrutura química a substâncias controladas existentes, a salvinorina A não entra no Ato Análogo de Substancias Controladas (21 USC802(32)(A)).

    Com o intuito de colocar a S. divinorum ou a salvinorina A na Listagem I do Ato de Substâncias Controladas, três critérios devem ser atendidos. A planta precisaria mostrar ter: (1) alto potencial para abusos; (2) nenhum uso médico aceito para tratamentos aceito nos Estados Unidos da América; e (3) falta de segurança aceita para uso sob supervisão médica (21 U.S.C. Séc. 812(b)).

    A colocação da planta ou sua substância química na Listagem (Schedulo) I não pode ser justificada cientificamente. A planta e sua química têm abuso potencial mínimo e nenhum potencial para vicio. Estudos recentes publicados em periódicos científicos revisados por turmas têm enfatizado que pesquisas mais profundas com a Salvinorina A e/ou S. divinorum podem levar ao desenvolvimento de “novos compostos psicoterapêuticos” (Roth, 2002) com “pesquisa significativa e potencial terapêutico em campos como os da psicofarmacologia, psiquiatria e disciplinas adicionais como herbalismo”. (Hanes, 2001). Essas descobertas são corroboradas por dados etnobotânicos.

    Dados disponíveis sustentam a segurança para uso da S. divinorum ou salvinorina A sob supervisão médica. Colocar a Salvinorina A ou sua planta-mãe no Schedule I inibiria seriamente pesquisas científicas que têm potencial para o entendimento de novos sistemas de neurotransmissores, cuja importância é grande para o avanço da pesquisa neurofarmacológica e o tratamento de doenças.

    Nota do Revisor da Tradução: No Brasil, tanto a Salvia divinorum quanto a Salvinorina A estão fora da lista de substâncias e plantas proibidas da ANVISA (v. Portaria 344), sendo assim livre seu consumo, manipulação e comércio.

    SUMÁRIO & RECOMENDAÇÕES

    A Salvia divinorum é uma planta psicoativa poderosa, que até recentemente permanecia desconhecida para todos, a não ser para um grupo de etnobotanistas especializados. O gosto amargo da planta, os efeitos mentais de curto tempo, ocasionais e imprevisíveis, combinados com parâmetros de cultivo exigentes, fazem-na uma candidata improvável para uso em massa.
    Assim, enquanto as coberturas jornalísticas periodicamente produzem um pouco de interesse na planta como “alucinógeno legal”, não se espera que o uso da planta jamais atinja o mesmo nível de prestígio do de outras drogas ilegais.

    Nem a S. divinorum nem a salvinorina A têm um “alto potencial para abusos”, e estudos científicos recentes, sustentados por dados etnobotânicos, sugerem fortemente possíveis aplicações terapêuticas que garantam pesquisas mais profundas.

    De conformidade, nem a planta nem seus princípios ativos são candidatos apropriados para que sejam colocados no Schedule I. A educação focada no aumento da consciência crescente sobre os imprevisíveis e ocasionais efeitos psicoativos desagradáveis da planta, ao invés de focada na proibição criminal, é a chave para reduzir danos sociais e individuais com respeito à Salvia divinorum e seus princípios ativos.

    BIBLIOGRAFIA
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    Hanes,K.R. 2001.Antidepressant Effects of theHerb Salvia divinorum:
    ACase Report. Journal ofClinical Psychopharmacology
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    Hofmann,A. 1990.Ride Through the Sierra Mazateca in search of
    themagic plant ‘SkaMaría Pastora’. In The SacredMushroom
    Seeker: Essays for R.GordonWasson, edited byThomas
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    Jones, R.L. 2001.NewCautionsOver a PlantWith aBuzz. NewYork
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    Litovitz, L. et al. 2000. 1999AnnualReport of theAmerican
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    Surveillance System. American Journal ofEmergencyMedicine
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    Ott, J. 1993. Pharmacotheon: Entheogenic drugs, their plant sources
    and history.Kennewick,WA: Natural ProductsCo.

    RothB.L.,BanerK.,Westkaemper R., SiebertD., RiceK.C.,
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    TheMcNair Scholarly Review Volume 3:142—156.

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    Valdés III, L.J. 1994. Salvia divinorumand the unique diterpene
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    Valdés III, L.J. et al. 1983. Ethnopharmacology of SkaMaría Pastora
    (Salvia divinorum, Epling and Játiva-M.). J Ethnopharmacol 7
    (3):287—312.

    Wasson, R.G. 1962.AnewMexican psychotropic drug fromthe
    mint family, BotanicalMuseum LeafletsHarvardUniversity 20
    (3):77—84.

    FONTES PARA
    MAIS INFORMAÇÃO

    Toxic Exposure Surveillance System(TESS)
    American Association of PoisonControl Centers
    Telefone: (202) 362-7217
    E-mail: aapcc@poison.org
    Internet: http://www.aapcc.org/poison1.htm
    PubMed (National Library ofMedicine)
    Telefone: http://www4.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed/

    Medical Use& Abuse Potential
    Ethan Russo,M.D. (médico)
    Especialista Neurocomportamental de Montana
    Telefone: (406) 327-3372
    E-mail: erusso@blackfoot.net

    Law &Public Policy
    RichardGlen Boire, J.D. (doutor em Direito)
    Centro para a Liberdade Cognitiva & Ética
    Telefone: (530) 750-7912
    E-mail: rgb@cognitiveliberty.org


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